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Reconhecimento facial: segurança ou falta de privacidade?

5 de março | Segurança | Por: Nayana Lebois

Os benefícios dos avanços tecnólogicos com relação à evolução da humanidade são inegáveis. Porém há quem defenda o fato de que a tecnologia tem nos deixado cada vez mais expostos. Reconhecimento facial: segurança ou falta de privacidade? Um tema que vem gerando bastante polêmica é o uso de sistemas de reconhecimento facial. No Brasil o aumento do uso de reconhecimento facial pelo poder público levanta debates sobre os limites da tecnologia com relação a segurança. E você? De que lado fica?

Afinal, como funciona o sistema de reconhecimento facial?

O funcionamento dos sistemas de reconhecimento facial consiste basicamente em realizar uma leitura do rosto e comparar com imagens de um banco de dados. Para isso, o sistema analisa diversos pontos como distância entre os olhos, formato da mandíbula, tamanho do nariz, desenho da boca, etc. Todas as informações fundamentam equações matemáticas que são acessadas por algoritmos. De acordo com Brad Smith e Carol Ann Browne, executivos da Microsoft, nossos rostos são tão únicos quanto nossas digitais, o que garante o sucesso dos sistemas.

Então por que tanta polêmica?

A discussão sobre “reconhecimento facial: segurança ou falta de privacidade?” vai muito além do achismo, ela envolve aspectos jurídicos e técnicos. No que concerne a possíveis questões jurídicas, a dúvida é: de onde vem os dados? São bancos de dados públicos ou vêm de redes sociais e aplicativos? Qual é o objetivo desse monitoramento? É de fato a segurança pública ou passaremos a ser monitorados todo o tempo?

Para Rafael Zanatta, coordenador de pesquisas na Data Privacy Brasil, organização que visa a privacidade digital, é preciso que a administração pública justifique a necessidade do uso (como em situações de busca por foragidos) sempre que preciso e avalie o impacto da tecnologia na população.

“Temos um problema grave de segurança pública, as cidades sofrem com um problemas estruturais. Mas isso não nos leva a abandonar ideias democráticas de segurança, de sabermos o porquê, de avaliar necessidades, etc”, disse.

Já, sob o ponto de vista técnico, a preocupação é com os “falsos positivos”, além da certeza de que o sistema é inviolável a ataques e alterações nas bases de dados. Sandro Suffert diretor do conselho da Apura, empresa especializada em cibersegurança, explica: “Do ponto de vista de um invasor, os possíveis vetores de ataque ao sistema de reconhecimento facial são vários: retirar pessoas do banco de dados, incluir pessoas no banco de dados ou roubar as informações. Esses casos podem ser gravíssimos.

Caso de sucesso

Na Bahia, durante o último carnaval, 42 pessoas que apresentavam pendências para com a Justiça foram capturadas graças ao sistema de reconhecimento facial utilizado pelos policiais. Dessa vez não foi o sistema de reconhecimento facial espalhado por câmeras instaladas nas ruas que reconheceu os fugitivos, mas sim um aplicativo chamado Face Check. Para efetuar a ação, os peritos tiravam uma fotografia do rosto do indivíduo e o software apresentava as informações pessoais e ficha criminal do cidadão.

De acordo com o site TecMundo a ferramenta usada no carnaval de Salvador flagrou 40 homens e 2 mulheres que estavam com ordem judicial de prisão, dos quais 2 envolvidos em casos de homicídios, 3 ligados a furtos, 13 relacionados ao tráfico de drogas e 14 procurados por roubos, além de outros casos.

Falha no resultado

Infelizmente no Rio de Janeiro, o sistema de reconhecimento facial apresentou falha. Em terras cariocas uma mulher foi detida após ser “detectada” pelas câmeras, porém houve um engano no reconhecimento. A confusão logo foi esclarecida e a mulher foi solta. Isso mostrou que o sistema de reconhecimento facial não só falhou, como também havia um erro grave na base de dados: a pessoa com quem ela foi confundida já estava presa e essa informação não havia sido atualizada nos registros.

Conclusão

Ademais, a eficácia e a evolução das ferramentas tecnológicas não é o ponto mais aclamado nas discussões, mas sim pormenores que competem à segurança: como são feitos os cruzamentos das informações, qual a origem desses dados e com que intuito serão usados.

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